Entrevista
com Paulo Cabral, jogador da equipa sénior masculina, eleito como “O Camir do
mês”.
Camir
– Paulo, vamos abordar aqui, temas relacionados com o clube, com a
secção e com a pessoa que é o Paulo Cabral.
Camir
– Tens já alguns anos de Clube Amador de Mirandela. Partilha
connosco alguns momentos da tua história neste clube.
Paulo
Cabral – É verdade, já são cerca de 12 anos de hóquei! Fiz parte da 1º
equipa masculina de hóquei em Mirandela, na altura ainda éramos uma secção do
S.C.Mirandela. Fui também o primeiro capitão de equipa. Tive grandes momentos
no CAMIR, e para completar esses grandes momentos só me falta ser campeão
nacional com a camisola laranja, que ainda espero vir a CONSEGUIR. Um desses
momentos sem dúvida foi o primeiro jogo que fizemos. Jogamos contra o Sambade,
uma equipa que tinha o mesmo patamar que o nosso, uma vez que todos os seus
atletas estavam também a iniciar-se na modalidade. Ganha-mos o jogo por 6
a 1. Estando no intervalo, empatados a zero, ou a perder por uma bola, já não me recordo bem.
Outro grande momento foi a primeira ida a um campeonato nacional já como
juvenil, e tendo já como treinador o Luís Barros. Também foi neste campeonato e
logo no primeiro jogo que marquei pela primeira vez num campeonato nacional.

Camir
– Quando e como se iniciou esta tua “aventura” pelo hóquei?
Paulo
Cabral – Esta aventura pelo hóquei iniciou-se por volta do ano 2000, fazia
parta da secção de atletismo, e num treino depois de realizarmos o aquecimento,
alguns dos atletas da secção foram “enviados” para dentro do edifício A da
reginorde, primeiro local de treino, e foi aí que nos puseram um stick nas mão.
Camir
– Houve uma determinada altura, que por o Camir não ter equipa para
competir no teu escalão etário, tu decidiste ir jogar para outra equipa. Como
foi essa experiência? Quais as diferenças que encontras-te?
Paulo
Cabral – É verdade! Foi uma experiência bastante boa. Primeiro porque era
um desejo meu já à algum tempo jogar naquela equipa, uma vez que quando iniciei o
hóquei, nos escalões de formação, o Núcleo Sportinguista de Alfândega de Fé era
a equipa que ganhava mais títulos. A nível de experiência e como jogador, acho
que joguei a outro nível devido a participar mais vezes em campeonatos
nacionais e a ter a jogar ao meu lado, jogadores com mais experiência, o que me
levou a aprender com eles. A grande diferença que encontrei foi a estrutura da
equipa, pareceu-me mais sólida e não havia os problemas que na altura tinha-mos no CAMIR, que
era ir chamar jogadores a casa para ir aos jogos.
Camir
– Também co-lideraste um projecto de formação de hóquei em
Mirandela. Fala-nos dessa experiência. Porque terminou esse projecto? O que lhe
faltou para ter continuidade?
Paulo
Cabral – Foi mais uma experiência boa. Acho que não tenho experiências más
no hóquei. O estar a ensinar o pouco que sei, a passar o meu testemunho aos
outros atletas era fantástico. Sempre tive o desejo de um dia mais tarde poder
treinar uma equipa e então tive a oportunidade. Este projecto terminou devido a
vários factores, um deles foi ter ido estudar um ano para fora de Mirandela, o
que me impedia de continuar a co-liderar a equipa. Outro factor foi a motivação, pois
não houve motivação nenhuma para continuar o projecto da parte do lider do
mesmo. E o grande mal, que sofrem todos os clubes, era a falta de verbas
monetárias para os gastos que um projecto destes tem.
Camir
– Como viste a participação dos séniores masculinos do Camir, no campeonato nacional de sala
da presente época?
Paulo
Cabral – Excelente mas podiamos ter feito melhor. Quem viu e quem vê este
CAMIR, consegue ver a evolução bombástica e o excelente trabalho que a actual
secção estão a fazer. Acho que
fizemos um bom campeonato, com algumas falhas, que devemos corrigir no futuro,
faltam golos e vitórias, mas penso que lá chegaremos, e mais rápido do que
pensamos poderemos estar numa fase final.
Camir
– Qual foi o teu melhor momento no hóquei?
Paulo
Cabral – Aquele que considero ser o melhor momento, foi quando se realizou o
torneiro de selecções regionais de sub-18 no Jamor. Estava em boa forma, e o resultado disso foi um excelente jogo que fiz e
como consequência, a chamada ao estagio da selecção nacional. Mas, infelizmente não consegui jogar
com a camisola das quinas.
Camir
– E tu? Quem és, fala-nos sobre ti.
Paulo
Cabral – Gosto pouco de falar de mim porque não sei o que dizer.
Sou o Paulo Cabral, jogador da equipa de séniores masculinos do
CAMIR. Sou um rapaz simples, com ambições pessoais, profissionais e
desportivas.
Saudações hóquistas,
Camir.